
Quem vai te abraçar? Me fala quem vai te socorrer quando chover e acabar a luz, pra quem você vai correr? E quem vai me levar entre as estrelas, quem vai fazer toda manhã me cobrir de luz? Quem, além de você?
... quem, além de você?
Quem, além de você?
Do meu lado.
Porque eu não estou
me dando tão bem sem você
As coisas que eu pensei que
você nunca saberia sobre mim
Foram as coisas que eu acho
que você sempre entendeu
Então como eu pude ter sido
tão cego por todos esses anos?
Tudo o que eu tenho neste mundo
E tudo o que eu sempre serei
Poderia cair tudo ao meu redor
Contanto que eu tenha você
bem aqui, do meu lado.
Eu não consigo suportar
mais um dia sem você
Porque, querida,
eu nunca conseguiria sozinho
Eu tenho esperado tanto tempo
apenas para te segurar
E para estar de volta nos seus braços
onde eu pertenço
Me desculpe por nem sempre
achar as palavras pra dizer
Tudo o que eu sempre soube
desaparece no seu amor.
O amor não tira férias.

"Eu descobri que quase tudo que já escreveram sobre o Amor é verdade. Shakespeare disse: encontro de Amor é coisa finda. Ai que idéia fabulosa. Eu nunca vivenciei uma coisa remotamente parecida, embora acredite que Shakespeare possa ter feito isso. Eu acho que eu penso no amor mais do que qualquer um deveria. Fico sempre perplexa com o seu enorme poder de modificar e definir nossas vidas e foi Shakespeare quem disse - O amor é cego. Isso é uma coisa da qual eu tenho certeza.
Para alguns de maneira inexplicável o amor começa a murchar, para outros o amor simplesmente se perde, por outro lado, claro, o amor também pode ser encontrado mesmo que apenas por uma noite. E há também outro tipo de amor, o tipo mais cruel, aquele que quase mata suas vítimas, ele se chama - Amor não correspondido, eu sou especialista nele. A maioria das histórias de amor é sobre pessoas que se apaixonam umas pelas outras, mas e o restante de nós? As nossas histórias? Nós que nos apaixonamos sozinhos, somos vítimas de uma relação de mão única, somos a maldição dos apaixonados, somos os não amados, os deficientes sem direito a uma vaga exclusiva"
talvez.

Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro fugisse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex (...) talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse. Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. Talvez não se vissem nunca mais, com olhos daqui pelo menos, talvez enlouquecessem de amor e mudassem um para a cidade do outro, ou viajassem junto para Paris (...) talvez um se matasse, o outro negativasse. Seqüestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe. Talvez tudo, talvez nada.




